Vida, poder e comum: uma equação dialética
Bio é vida. A questão é saber se a vida gera poder (biopolítica) ou se o poder captura a vida (biopoder). No biocapitalismo, o biopoder sofre uma hipertrofia e coloniza quase completamente a biopolítica — e também as psicanálises.
Alternador
Dois polos da mesma vida
Biopolítica — poder DA vida
Produzir e consumir para viver
- →Vida como imanência, natureza e comunidade
- →Empatia e cooperação
- →Razão intersubjetiva, orientada à emancipação
- →Conhecimento como compreensão e intervenção
A resposta do material não é “ou”, é “e”: sustentar a tensão entre os dois polos, impedindo que o poder sobre a vida devore o poder da vida.
Diagnóstico psicossocial
Sintomas do biocapitalismo
Narcisismo negativo
Atrofia da empatia e do altruísmo; intolerância à frustração.
Perversão política
A biopolítica fica sob controle do biopoder: toda vida deve ter preço, produção, consumo e obsolescência.
Bloqueio do Comum
A vida em comum é bloqueada pela individuação constante de mercados — inovação e obsolescência de produtos, serviços e pessoas.
Recalque transgeracional
Alienação e reificação; negação do sofrimento herdada e repetida.
Posição esquizoparanoide
Cisão entre bom e mau, dentro e fora, nós e eles — impotência e luta por reconhecimento.
Negação/submissão das “Psi”s
A produção de subjetividades faz do desejo necessidade e esvazia indivíduos e grupos de autoestima.
Chave de leitura
Desejo não é necessidade
A produção de subjetividades investe na falácia de fazer do desejo necessidade e da satisfação de todo e qualquer desejo. Assim esvazia indivíduos e grupos de autoestima e autorreconhecimento.