Módulo 02 · Biocapitalismo

Vida, poder e comum: uma equação dialética

Bio é vida. A questão é saber se a vida gera poder (biopolítica) ou se o poder captura a vida (biopoder). No biocapitalismo, o biopoder sofre uma hipertrofia e coloniza quase completamente a biopolítica — e também as psicanálises.

Alternador

Dois polos da mesma vida

Biopolítica — poder DA vida

Produzir e consumir para viver

  • Vida como imanência, natureza e comunidade
  • Empatia e cooperação
  • Razão intersubjetiva, orientada à emancipação
  • Conhecimento como compreensão e intervenção

A resposta do material não é “ou”, é “e”: sustentar a tensão entre os dois polos, impedindo que o poder sobre a vida devore o poder da vida.

Diagnóstico psicossocial

Sintomas do biocapitalismo

Narcisismo negativo

Atrofia da empatia e do altruísmo; intolerância à frustração.

Perversão política

A biopolítica fica sob controle do biopoder: toda vida deve ter preço, produção, consumo e obsolescência.

Bloqueio do Comum

A vida em comum é bloqueada pela individuação constante de mercados — inovação e obsolescência de produtos, serviços e pessoas.

Recalque transgeracional

Alienação e reificação; negação do sofrimento herdada e repetida.

Posição esquizoparanoide

Cisão entre bom e mau, dentro e fora, nós e eles — impotência e luta por reconhecimento.

Negação/submissão das “Psi”s

A produção de subjetividades faz do desejo necessidade e esvazia indivíduos e grupos de autoestima.

Chave de leitura

Desejo não é necessidade

A produção de subjetividades investe na falácia de fazer do desejo necessidade e da satisfação de todo e qualquer desejo. Assim esvazia indivíduos e grupos de autoestima e autorreconhecimento.

Material · Diagnóstico psicossocial