Pessoas, tempos e lugares do grupo
Depois de 1921, a psicanálise de grupo se ramifica em tradições nacionais. Cada escola responde de um jeito à mesma pergunta: o dispositivo de grupo é um recurso, ou é uma entidade específica com leis próprias?
Mapa interativo
Quatro tradições
1905 — 1970
Estados Unidos
Pratt · Burrow · Slavson · Schilder · Moreno · Lewin · Yalom
Do grupo cognitivo de apoio de Henry Pratt à group analysis de Trigant Burrow, do psicodrama de Moreno à dinâmica de grupo de Lewin.
Ler o texto e a bibliografia →Linha do tempo
Trigant Burrow — o pioneiro proscrito
- 1909
Freud, Jung e Ferenczi nos EUA; Burrow assiste às palestras.
- 1911
Viaja a Zurique para análise com Jung. Funda a APA.
- 1913
Cisão entre Freud e Jung; Burrow preside a APA.
- 1923
Inicia a análise em grupo.
- 1925
Apresenta a teoria de grupo no 7º Congresso Internacional de Psicanálise.
- 1927
Publica “The Social Basis of Consciousness”.
- 1932
Expulso da APA. Foulkes conhece sua teoria.
O inconsciente não é atributo individual e sim social (matrix).
A psicanálise é uma ciência social; o sofrimento é desconexão social.
A humanidade é um todo orgânico integrado; a “imagem social” imposta adoece.
Clínica
Por que o grupo?
Uma das maiores contribuições da psicanálise foi ter compreendido que o grupo mobiliza processos psíquicos e dimensões da subjetividade que não são mobilizados, pelo menos da mesma maneira, pelos dispositivos ditos individuais.
O homem não é um indivíduo. Ele é um organismo social. A análise do homem como elemento é seu isolamento como elemento — e seu isolamento é uma afronta essencial a um princípio orgânico de consciência de grupo.